A Dobra: e-book grátis atualizado e revisado
A versão do Kindle não será gratuita, mas virá com alguns extras.
A Dobra começou em janeiro de 2026, três dias depois de Trump capturar Maduro e o mundo ainda fazer de conta que sabia o que estava acontecendo. Eu precisava escrever sobre o que eu estava vendo e sentindo, mas a análise política me parecia uma fotografia tirada de longe demais e muito enviesada, então resolvi escrever uma ficção especulativa, com alguma pegada de ficção científica - sempre gostei de ler sobre isso, meu favorito é “O homem do castelo alto” do Phillip K.Dick e nas séries, “For all mankind” da Apple, é um outro bom exemplo.
Um capítulo por semana, em tempo real, sem saber onde ia terminar.
O protagonista é Elias Drummond, ex-estrategista de comunicação da ONU que descobre documentos revelando um plano coordenado para desmontar o Brasil como nação soberana, com cronograma, fases de implementação e estimativas de custo humano aceitável, tudo documentado com linguagem precisa de quem há muito tempo deixou de precisar esconder a intenção, o que é típico de órgãos como a ONU.
O thriller funciona como thriller, a urgência é real e os documentos são plausíveis porque os paralelos históricos existem, mas o livro carrega outra camada por baixo, uma que o thriller carrega sem anunciar e que o leitor só percebe quando já está dentro dela.
A história se alterna entre 2026 e 2149. No futuro, um pesquisador num território livre lê os registros de Elias tentando reconstruir o que aconteceu e conforme os dois tempos se aproximam uma coisa estranha começa a ocorrer: o pesquisador sente coisas que não poderia sentir, memórias de um homem que morreu cem anos antes de ele nascer, e Elias escreve palavras que ainda não existem no vocabulário de 2026. O título é isso. A Dobra. Dois pontos separados por 123 anos que, num determinado momento do livro, se tocam.
Publiquei onze capítulos e um epílogo ao longo de quase três meses, cada um na semana em que ficava pronto, sem ter capítulos guardados, algumas vezes com o noticiário mudando a história enquanto eu ainda escrevia. Na edição final, que terminei de produzir hoje, reli tudo com distância e cortei passagens que explicavam o que o texto já estava fazendo, aquelas frases que se antecipam ao leitor com boa intenção e acabam roubando o que era dele. O capítulo 11 foi revisado, cortado e dividido em dois, o que levou o livro aos doze capítulos que você vai encontrar no e-book: o capítulo 11 termina onde Elias para de escrever, e o capítulo 12 é onde a narrativa deixa de pertencer a qualquer voz específica. A separação entre eles é a dobra funcionando uma última vez.
O que está no e-book é a mesma história, com o mesmo Elias, o mesmo caderno. A frase termina. O que fica depois dela, não.
Boa leitura! Clique no link abaixo.
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Meu novo livro já está em revisão. Detalhes em breve!




