Muitas vidas, uma só consciência
Um vislumbre possível para qualquer pessoa
Buscamos respostas fora porque esquecemos que já estamos integrados ao todo.
A mente filtra a realidade, moldada pela educação e pelo medo repetido. O resultado é a impressão de que existe distância entre nós e o resto do mundo. As religiões deram nome a isso e ofereceram pontes, fragmentadas pelo processo institucional que as carregou.
Despertar para essa integração acontece no corpo, na experiência direta que nenhuma teoria substitui.
No vídeo, conto a trajetória pessoal e profissional que me trouxe até o trabalho que faço hoje: expandir a não dualidade e a autoobservação que revela nossa real natureza, vivida através da consciência ampla, absoluta. Não é reservado a poucos: é um vislumbre possível para qualquer pessoa disposta a olhar.
Vivi muitas vidas dentro de uma só, e isso me deu o privilégio de compartilhar o que cada momento ensinou: aprendizado, experiência vivida. O que trago aqui é só o que experienciei na própria pele, sem dogma nem compromisso com tradição alguma. É pragmático e verdadeiro do meu ponto de vista, consciente de que existem infinitos outros.
Sincronicidade, estado de flow, frequência, vibração: falo a partir do que vivi, ciente do viés de confirmação que isso carrega. A resistência diminui e os eventos se alinham com menos esforço.
Wu wei é isso: reconhecer onde insistir gasta energia sem produzir resultado, e escolher fluir com o que já está em movimento.
A conversa, com o time do podcast Improvável’Mente, passou por livros e outras atividades, vários ângulos da experiência humana reunidos em um só encontro, e está no ar agora.
Assista aqui:
Obrigado por ler O Psiconauta!
Nenhum autor é dono do que escreve, apenas o tradutor do silêncio que o antecede. Escrever foi o modo que encontrei de investigar o que somos quando a mente se aquieta.
Cada texto nasce desse movimento silencioso da consciência tentando se reconhecer em forma. Às vezes surgem palavras, outras apenas o espaço entre elas. Escrevo para lembrar disso.
O pretexto muda a cada texto, hoje um caso do cotidiano, amanhã uma ideia da física, mas o movimento por baixo é sempre o mesmo.
Escrevo o primeiro rascunho de tudo o que publico numa máquina de escrever, longe de telas, no calor do instante em que a ideia ainda não existe. A primeira revisão acontece no Google Docs, após a digitalização via scanner. Depois entra a inteligência artificial, editora exigente, revisando a ortografia e apontando a frase que falha e o vocabulário que engorda o que deveria ser simples. Os fatos citados passam pela mesma revisão, e cada fonte é conferida direto na origem.
O que fala por trás é o mesmo silêncio que lê.
Esse instante, nenhuma ferramenta pensa por mim.
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