Obrigado Bruna. Boa ideia. Esse projeto tem sido um pouco diferente do meu processo normal, que é escrever em flow, de forma instintiva os primeiros rascunhos dos ensaios. Já a ficção exige uma estrutura mínima e um final imaginado, o que é totalmente novo para mim…
Concordo com o comentário da Bruna! Compartilhe sua inspiração conosco! O Stephen King tem um livro interessante onde ele fala do seu processo criador "Sobre a escrita", é o título. Imaginar um final não significa necessariamente que ele se concretizará. Isso me lembra de "O mundo de Sofia", onde os personagens alteram seu próprio destino, construindo-o nos lapsos de consciência do autor que, muito cansado, escrevia em um estado entre sono e vigília. O processo de escrita de ficção é interessante, parece-me que em determinado ponto da narrativa, quando enredo e perfis já foram definidos, tudo acontece com mínima interferência do autor, e se ele tentar forçar uma situação poderá soar falsa até mesmo para ele próprio. Por isso, alguns eventos podem surpreendê-lo por serem inesperados até o momento que se revelam no fluxo da escrita.
Apenas compartilho essas dicas porque amo o processo de criação de histórias e estou adorando a sua (desejando, claro, que continue apenas na ficção, ou seja, como estória mesmo, mas escrevo com "H" porque com "E" revela idade rsrs). Que venha o capítulo 6!
Para concluir, Monteiro Lobato frequentemente descrevia o processo de criação de Emília como algo autônomo, onde a boneca de pano "aparecia" e ditava suas próprias frases atrevidas, escapando ao controle do autor.
Perfeito Cristiane, muito obrigado por dividir aqui essas abordagens! Me identifico especialmente com a transição do sono pois escrevo logo cedo e depois quando releio (às vezes dias depois) quase não reconheço, é disso que falo quando comento sobre o flow e o escrever intuitivamente, vem de outro lugar. Vale para meus ensaios, mas no caso de “A Dobra”, adotei uma estratégia um pouco diferente, onde um arco principal de cenas, personagens e situações, estrutura minimamente a história que vai sendo contada em capítulos (ou como vejo pessoalmente, em episódios-trato e “vejo” as cenas como uma série da Netflix😉) e que podem incorporar situações reais e contemporâneas, já que é ficção especulativa e comecei com o conto “A crônica da grande inversão “ ano passado. Foi uma primeira experiência e quando o Trump fez o movimento na Venezuela, tive um inevitável impulso de explorar isso com um olhar voltado à possibilidade de que isso também acontecesse aqui no Brasil, especialmente com relação à Amazônia.
Foi assim que essa história (ou estória como ainda uso) começou…
Depois de criar o argumento principal e alguns personagens com cenas específicas, adotei a prática de criticar e revisar com meu “colaborador “ , o Claude, que tem sido de extrema valia para me dar outras perspectivas e críticas e debater comigo o rumo da história e dos personagens, inclusive com informações de acontecimentos recentes/historicos de forma a me apoiar na construção de algo realista e atual. Tem sido uma experiência divertida e fico feliz que esteja agradando!
Ta ficando muito legal, Cadu! Acho que uma hora vale uma news para falar sobre o processo criativo. Adoraria saber mais!
Obrigado Bruna. Boa ideia. Esse projeto tem sido um pouco diferente do meu processo normal, que é escrever em flow, de forma instintiva os primeiros rascunhos dos ensaios. Já a ficção exige uma estrutura mínima e um final imaginado, o que é totalmente novo para mim…
Bruna, acabei falando um pouco mais aqui na resposta ao comentário da Cristiane. Quando puder , dá uma olhadinha!
Concordo com o comentário da Bruna! Compartilhe sua inspiração conosco! O Stephen King tem um livro interessante onde ele fala do seu processo criador "Sobre a escrita", é o título. Imaginar um final não significa necessariamente que ele se concretizará. Isso me lembra de "O mundo de Sofia", onde os personagens alteram seu próprio destino, construindo-o nos lapsos de consciência do autor que, muito cansado, escrevia em um estado entre sono e vigília. O processo de escrita de ficção é interessante, parece-me que em determinado ponto da narrativa, quando enredo e perfis já foram definidos, tudo acontece com mínima interferência do autor, e se ele tentar forçar uma situação poderá soar falsa até mesmo para ele próprio. Por isso, alguns eventos podem surpreendê-lo por serem inesperados até o momento que se revelam no fluxo da escrita.
Apenas compartilho essas dicas porque amo o processo de criação de histórias e estou adorando a sua (desejando, claro, que continue apenas na ficção, ou seja, como estória mesmo, mas escrevo com "H" porque com "E" revela idade rsrs). Que venha o capítulo 6!
Para concluir, Monteiro Lobato frequentemente descrevia o processo de criação de Emília como algo autônomo, onde a boneca de pano "aparecia" e ditava suas próprias frases atrevidas, escapando ao controle do autor.
Perfeito Cristiane, muito obrigado por dividir aqui essas abordagens! Me identifico especialmente com a transição do sono pois escrevo logo cedo e depois quando releio (às vezes dias depois) quase não reconheço, é disso que falo quando comento sobre o flow e o escrever intuitivamente, vem de outro lugar. Vale para meus ensaios, mas no caso de “A Dobra”, adotei uma estratégia um pouco diferente, onde um arco principal de cenas, personagens e situações, estrutura minimamente a história que vai sendo contada em capítulos (ou como vejo pessoalmente, em episódios-trato e “vejo” as cenas como uma série da Netflix😉) e que podem incorporar situações reais e contemporâneas, já que é ficção especulativa e comecei com o conto “A crônica da grande inversão “ ano passado. Foi uma primeira experiência e quando o Trump fez o movimento na Venezuela, tive um inevitável impulso de explorar isso com um olhar voltado à possibilidade de que isso também acontecesse aqui no Brasil, especialmente com relação à Amazônia.
Foi assim que essa história (ou estória como ainda uso) começou…
Depois de criar o argumento principal e alguns personagens com cenas específicas, adotei a prática de criticar e revisar com meu “colaborador “ , o Claude, que tem sido de extrema valia para me dar outras perspectivas e críticas e debater comigo o rumo da história e dos personagens, inclusive com informações de acontecimentos recentes/historicos de forma a me apoiar na construção de algo realista e atual. Tem sido uma experiência divertida e fico feliz que esteja agradando!
Maravilhoso isso. E olha que cai bem na Netflix 😉