A fotografia captura o instante em que você parou de existir. A escrita é quando você descobre que nunca existiu da forma que pensava. Criar expõe o lugar onde você ainda não olhou.
Show, Cadu. Seus textos sempre tocam num ponto visceral. Essa escrita sem filtro revela mais um processo de “se desmontar” do que de “montar histórias.”
Dá pra ver que você escolheu se reorganizar no papel, ao vivo, fora daquele esquema mais controlado que muita gente segue. Essa ideia de um “eu” bem definido começa a ceder espaço, e isso certamente se reflete na escrita. Tenho muito a aprender aqui!
Fico com a sensação de que você chegou num ponto em que não dá mais pra voltar inteiro. Um certo “point of no return”.
O controle fica para trás, junto com versões antigas, e o texto passa a te conduzir. Diga-me se isso não é sublime!
O que admiro no seu trabalho é essa entrega. Afinal, escrever assim implica em “atravessar a escrita” e sair do outro lado “transformado”. ✨
Obrigado pelo feedback Sérgio. Muitas vezes me pego pensando no meio do processo e aí, desanda. O desafio é se entregar de forma integral, onde o flow acaba surgindo com a diminuição das atividades no córtex pré frontal. O Daniel Kahneman chamou de Sistema 1, pensar e agir intuitivamente, instintivamente e deixar que o que vem na imagem ou nas palavras ganhe corpo.
Que texto incrível, Cadu! Me lembrou o livro "A arte cavalheiresca do arqueiro zen". Algumas vezes eu sento pra escrever coisas impublicáveis, só pra mim, sem nenhuma pretensão estabelecida e são esses textos que são mais viscerais e estranhos.
PS: o livro do Herrigel foi uma referência importante para mim da primeira vez que li quando tinha uns 25 anos por aí. Marcou uma decisão de me aprofundar no Zen e depois no Tao, caminhos que trilhei antes da não dualidade.
Foi uma professora que me apresentou. Acho que li quando tinha essa mesma idade. É um livro muito interessante! Queria ter consistência com minha própria busca, mas eu me disperso tanto 🥹
Sei bem como é. Durante anos, até em função da minha inquietação constante, andei por várias tradições e filosofias. Um dia, percebi aquilo que sempre esteve na minha cara, tão óbvio e simples (e talvez por isso ignorado) que ri alto por alguns minutos. De alívio e de poder perceber que a busca era totalmente desnecessária. Falei sobre isso num dos meus ensaios e esse tema é o foco do que escrevo.
Não se cobre sobre a dispersão. Apenas mantenha a intenção. Boa exploração!
Janela johari, ne?
Show, Cadu. Seus textos sempre tocam num ponto visceral. Essa escrita sem filtro revela mais um processo de “se desmontar” do que de “montar histórias.”
Dá pra ver que você escolheu se reorganizar no papel, ao vivo, fora daquele esquema mais controlado que muita gente segue. Essa ideia de um “eu” bem definido começa a ceder espaço, e isso certamente se reflete na escrita. Tenho muito a aprender aqui!
Fico com a sensação de que você chegou num ponto em que não dá mais pra voltar inteiro. Um certo “point of no return”.
O controle fica para trás, junto com versões antigas, e o texto passa a te conduzir. Diga-me se isso não é sublime!
O que admiro no seu trabalho é essa entrega. Afinal, escrever assim implica em “atravessar a escrita” e sair do outro lado “transformado”. ✨
Obrigado pelo feedback Sérgio. Muitas vezes me pego pensando no meio do processo e aí, desanda. O desafio é se entregar de forma integral, onde o flow acaba surgindo com a diminuição das atividades no córtex pré frontal. O Daniel Kahneman chamou de Sistema 1, pensar e agir intuitivamente, instintivamente e deixar que o que vem na imagem ou nas palavras ganhe corpo.
Abração!
Que texto incrível, Cadu! Me lembrou o livro "A arte cavalheiresca do arqueiro zen". Algumas vezes eu sento pra escrever coisas impublicáveis, só pra mim, sem nenhuma pretensão estabelecida e são esses textos que são mais viscerais e estranhos.
E a sua foto que abre o texto: linda demais!
PS: o livro do Herrigel foi uma referência importante para mim da primeira vez que li quando tinha uns 25 anos por aí. Marcou uma decisão de me aprofundar no Zen e depois no Tao, caminhos que trilhei antes da não dualidade.
Foi uma professora que me apresentou. Acho que li quando tinha essa mesma idade. É um livro muito interessante! Queria ter consistência com minha própria busca, mas eu me disperso tanto 🥹
Sei bem como é. Durante anos, até em função da minha inquietação constante, andei por várias tradições e filosofias. Um dia, percebi aquilo que sempre esteve na minha cara, tão óbvio e simples (e talvez por isso ignorado) que ri alto por alguns minutos. De alívio e de poder perceber que a busca era totalmente desnecessária. Falei sobre isso num dos meus ensaios e esse tema é o foco do que escrevo.
Não se cobre sobre a dispersão. Apenas mantenha a intenção. Boa exploração!
Lembro de um texto que vc escreveu sobre isso! E olhei suas fotos, todas muito lindas, Cadu! Obra de arte!
Super obrigado pelo comentário generoso Raisa. A fotografia é uma paixão antiga que segue presente .
Tem mais algumas nessa linha contemplativa nesse link . Espero que goste!
https://cadulemos.wixsite.com/mobzen/galeria
Ohhh que massa! Já vou olhar suas fotografias! Queria ter essa habilidade também! 🥹