Perfeita essa reflexão e infelizmente também sinto uma falta tremenda de ver esse assunto em pauta no Brasil. Aqui em Portugal, que eu saiba, tanto a morte assistida quanto a eutanásia estão despenalizadas, mas também não há regulamentação estabelecida. Recentemente, confessei a amigos meu desejo de quebrar esse tabu… caso encontre-me incapaz de decidir por mim mesmo. Não suporto a ideia de depender de aparelhos para sobreviver. E por falar em “transição” de planos, coincidentemente abordo o tema (sem me aprofundar) na newsletter desta sexta-feira! Sintonia !
Cadu, realmente é um tema que merecia uma longa conversa com chá da tarde, rs
Quando tive o câncer pela primeira vez, pensei muito sobre esse "além". Quando veio pela segunda, minha sensação era de que essa ideia de continuidade estava mais no campo das ideias mesmo e que eu bem queria garantir a vida que tenho, neste corpo mesmo, rsrs
Ainda assim, te ler tem me ajudado a abrir um pouco mais meu campo de compreensão e olhar para esse "infinito" por uma outra perspectiva.
Ao longo do tratamento, li o livro Sem morrer, sem temer, do Thich Nhat Hanh. Na ocasião, achei poético, mas agora, com o seu texto, entendi que ele estava apenas me mostrando um fenômeno.
Bruna obrigado por suas palavras. Escrevi e guardei logo depois da morte do Antônio Cícero. Depois fui saber que o Kahneman também tinha tomado essa decisão. Depois uma senhora brasileira que foi matéria de alguns jornais. Eu havia lido a entrevista do Andreas Kisser também no Estadão e foi quando conheci a Associação Eu Decido que menciono na nota ao leitor. Mostrei para algumas pessoas íntimas e talvez pela sensibilidade do tema, a reação foi a de que eu seria criticado de alguma forma. Passou um tempo e semana passada resolvi que precisava ser fiel ao tema que exploro aqui no Substack e que me dá tranquilidade de mostrar que a não dualidade é um caminho que quando vivenciado instintivamente e não mentalmente, traz a paz de espírito que eu sempre havia buscado. Curiosamente foram muitos anos buscando por aquilo que sempre esteve aqui, que sempre “eu sou”.
Falei sobre isso nesse ensaio e que pode ser um bom tema para o nosso chá.
Que sintonia, Cadu! Ando pensando e lendo muito sobre isso. Tentei puxar o assunto com um médico e a conversa foi terrível: recheada de moralismo e culpa cristã rsrsrsrrs
Pois é Raisa, há opiniões muito diferentes sobre esse tema. Na nota ao leitor, deixei um link para associação Eu Decido, que vem fazendo um trabalho diferenciado para abrir o debate. Obrigado por comentar!
Perfeita essa reflexão e infelizmente também sinto uma falta tremenda de ver esse assunto em pauta no Brasil. Aqui em Portugal, que eu saiba, tanto a morte assistida quanto a eutanásia estão despenalizadas, mas também não há regulamentação estabelecida. Recentemente, confessei a amigos meu desejo de quebrar esse tabu… caso encontre-me incapaz de decidir por mim mesmo. Não suporto a ideia de depender de aparelhos para sobreviver. E por falar em “transição” de planos, coincidentemente abordo o tema (sem me aprofundar) na newsletter desta sexta-feira! Sintonia !
Cadu, realmente é um tema que merecia uma longa conversa com chá da tarde, rs
Quando tive o câncer pela primeira vez, pensei muito sobre esse "além". Quando veio pela segunda, minha sensação era de que essa ideia de continuidade estava mais no campo das ideias mesmo e que eu bem queria garantir a vida que tenho, neste corpo mesmo, rsrs
Ainda assim, te ler tem me ajudado a abrir um pouco mais meu campo de compreensão e olhar para esse "infinito" por uma outra perspectiva.
Ao longo do tratamento, li o livro Sem morrer, sem temer, do Thich Nhat Hanh. Na ocasião, achei poético, mas agora, com o seu texto, entendi que ele estava apenas me mostrando um fenômeno.
Que bom que você publicou esta edição no final.
Bruna obrigado por suas palavras. Escrevi e guardei logo depois da morte do Antônio Cícero. Depois fui saber que o Kahneman também tinha tomado essa decisão. Depois uma senhora brasileira que foi matéria de alguns jornais. Eu havia lido a entrevista do Andreas Kisser também no Estadão e foi quando conheci a Associação Eu Decido que menciono na nota ao leitor. Mostrei para algumas pessoas íntimas e talvez pela sensibilidade do tema, a reação foi a de que eu seria criticado de alguma forma. Passou um tempo e semana passada resolvi que precisava ser fiel ao tema que exploro aqui no Substack e que me dá tranquilidade de mostrar que a não dualidade é um caminho que quando vivenciado instintivamente e não mentalmente, traz a paz de espírito que eu sempre havia buscado. Curiosamente foram muitos anos buscando por aquilo que sempre esteve aqui, que sempre “eu sou”.
Falei sobre isso nesse ensaio e que pode ser um bom tema para o nosso chá.
Bjs
https://www.opsiconauta.com.br/p/o-rio?utm_source=publication-search
Salvei aqui o link para explorar, Cadu! Não sabia que existia uma associação por aqui! Obrigada!
Que sintonia, Cadu! Ando pensando e lendo muito sobre isso. Tentei puxar o assunto com um médico e a conversa foi terrível: recheada de moralismo e culpa cristã rsrsrsrrs
Pois é Raisa, há opiniões muito diferentes sobre esse tema. Na nota ao leitor, deixei um link para associação Eu Decido, que vem fazendo um trabalho diferenciado para abrir o debate. Obrigado por comentar!